Calvície

A cirurgia da calvície é a cirurgia estética mais realizada no homem.
Embora a perda de cabelo não origine nenhum défice funcional pode provocar um enorme impacto psicológico. A cirurgia da calvície melhora o aspecto e a autoconfiança do calvo, mas os resultados podem não ser exactamente aquilo que idealizava. Antes de se decidir pela cirurgia, deve pensar cuidadosamente acerca das suas expectativas e discuti-las com o Dr. Seixas Martins. A cirurgia constitui o único tratamento eficaz, definitivo e natural da calvície, com benefícios psicológicos, sociais e profissionais enormes.O cabelo transplantado persiste e continua a crescer durante toda a vida.

Cerca de 5 h
3500 €
Preço de referência da cirurgia de Calvície
Anestesia local
Retoma de actividades entre 2 a 5 dias
Efeitos Secundários:

Riscos:

Mínimos

Duração dos resultados:

Permanente.

Internamento:

Não necessita

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As causas da queda do cabelo

As causas de queda anormal de cabelo são numerosas. No entanto, a calvicie masculina é causada primariamente por uma combinação de envelhecimento, alterações hormonais e uma história familiar de calvície.

A alopécia masculina está sob dependência genética e hormonal. Não se desenvolve a não ser após a puberdade e não existe nos eunucos. Os antecedentes familiares estão presentes em 80% dos casos no pai ou na mãe e eles podem ter um valor prognóstico. O folículo piloso está geneticamente programado para se tornar receptivo às influências das hormonas masculinas (androgéneos) em certas idades, mais ou menos precoces.

O processo inicia-se habitualmente entre os 12 e os 40 anos. Quanto mais precoce é o início mais importante se espera que seja a gravidade. A queda do cabelo pode preceder em vários anos o aclaramento. No homem a causa número um da calvície está ligada à seborreia. O stress pode acentuar a seborreia e a queda de cabelo.
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Outras causas de queda de cabelo são as provocadas por doenças de pele, pelos medicamentos, queimaduras e agressões externas, as calvícies cosméticas, mais frequentes nas mulheres – após brushings vigorosos, após frisar ou desfrisar ou devido à tracção das tranças.

A frequência da calvície masculina aumenta com a idade, é de 25% aos 25 anos, de 30% aos 30 anos e de 50% aos 50 anos. No entanto, existe em quase toda a população um empobrecimento progressivo da cabeleira com a idade, com uma diminuição em densidade e espessura dos cabelos, resultando num aumento do número de calvos, estimados em 80% após os 70 ou 80 anos.

Parar a queda do cabelo

A resposta é difícil e ambígua. Não existe actualmente nenhum tratamento milagroso que se possa vangloriar de impedir a queda do cabelo a longo prazo; alguns podem quanto muito, estabilizar ou atrasar a queda de cabelo.

O único medicamento oral aprovado e actualmente reconhecido como eficaz para tratar a calvície é o finasteride (Propécia) em comprimidos que dá resultados interessantes. O finasteride é hoje utilizado por muitas pessoas, devendo ser prescrito por um médico. Está indicado na dose de 1 comprimido de 1 mg por dia, no tratamento e na prevenção do agravamento da calvície masculinas pouco evolutivas, nos homens entre os 18 e os 41 anos. O finasteride não é reembolsado pela segurança social e o seu custo é da ordem de 50 euros mensais. É na maioria dos casos bem tolerado, mas por vezes origina problemas sexuais incómodos em 1 a 2%. A resposta requer cerca de 6 a 12 meses. Nas primeiras 4 semanas, paradoxalmente, acentua a queda dos cabelos, normaliza a queda da 5 a à 8 a semana, e por fim, dá-se o aumento progressivo de calibre dos cabelos. Esta acção estimulante acentua o “efeito de cobertura” com uma acção cosmética válida em 20 a 30% dos casos, nos indivíduos de idade inferior a 30 anos e sobretudo para quedas do vertex. O tratamento deve ser diário e feito continuamente, pois com a paragem a queda reaparece. O seu efeito parece mais o de retardar a queda do cabelo e não faz renascer os cabelos que caíram. O único tratamento definitivo é o cirúrgico.

Quem quiser tentar o tratamento médico (não cirúrgico) deve fazê-lo durante vários meses antes de optar pela cirurgia. Isso exclui qualquer noção de que a cirurgia foi um erro porque estava disponível um bom tratamento médico.

Indicações

Os candidatos devem ter um cabelo saudável e com boa densidade atrás e dos lados da cabeça para servirem como zonas dadoras. O resultado estético é parcialmente dependente da cor e textura do cabelo. Cabelo forte e alourado permite obter melhor cobertura do que o cabelo fino e escuro.

Objectivo da cirurgia

É importante compreender que todas as técnicas de transplante capilar usam apenas o cabelo existente. O objectivo da cirurgia é encontrar a utilização mais eficaz para o cabelo existente. Todos os métodos utilizados se propõem tentar repartir da maneira mais estética e mais harmoniosa possível os cabelos definitivos da coroa sobre as zonas calvas.

As intervenções possíveis

Existem várias técnicas utilizadas na cirurgia de “reposição” capilar. Por vezes duas ou mais técnicas são usadas para obter os melhores resultados.

A escolha da técnica é guiada por numerosos factores médicos, cirúrgicos e estéticos. As técnicas incluem o enxerto “cilíndrico”, minienxertos, microenxertos e enxertos em “tira”, retalhos, expansão e redução do couro cabeludo. Um indivíduo com muito pouco cabelo pode ser aconselhado a não se submeter à cirurgia capilar.

Nos enxertos capilares os gestos são praticamente os mesmos da repicagem do arroz. O transplante capilar envolve a remoção de pequenos pedaços (enxertos) ou de uma elipse de couro cabeludo da parte detrás da cabeça, onde a maior parte das pessoas tem um crescimento total e saudável. Os enxertos são preparados posteriormente e diferem em tamanho e forma. Os enxertos “cilíndricos” contêm cerca de 10-15 cabelos; os minienxertos contêm cerca de 2-4 cabelos; os microenxertos 1-2 cabelos e os enxertos em “tira” são longos e finos e possuem 30-40 cabelos.

Geralmente são planeadas várias (2 a 3) sessões cirúrgicas de transplante para se obter um preenchimento satisfatório e um intervalo de cicatrização de vários meses é normalmente recomendado entre cada sessão. Podem ser necessários 2 anos antes que o resultado final após uma série de transplantes fique completo. O número de mini e microenxertos transplantados varia entre 300-500 por sessão.

Imediatamente antes da cirurgia, o Dr. Seixas Martins desenha a superfície a implantar sobre o couro cabeludo e o doente verifica num espelho se isso corresponde aos seus desejos. Depois na zona “dadora” o cabelo é cortado curto de forma a facilitar a recolha de uma tira de couro cabeludo, que é posteriormente dividida em pequenos fragmentos e transplantados para pequenos orifícios no couro calvo. A zona “dadora” é suturada afim de que não persista mais do que uma fina linha cicatricial, coberta pelos cabelos envolventes e não visível após a cicatrização.

Para se manter uma circulação adequada na área calva os enxertos são colocados com cerca de 1,5 mm de intervalo. Em sessões posteriores, os espaços entre os tufos são preenchidos com enxertos adicionais. A orientação dos tufos é critica para assegurar uma direcção natural no crescimento do cabelo. Após a sessão estar completa aplica-se uma ligadura compressiva por 1-2 dias. A mudança cuidadosa do penso em casa minimiza o perigo de perda de tufos na ligadura. No dia seguinte o cabelo é lavado suavemente com um champô suave.

Cada enxerto recobre-se de uma crosta nos dias seguintes que cai espontaneamente ao fim de 10 a 15 dias. Muitos dos doentes que recebem enxertos ficam desiludidos por os seus “novos cabelos” caírem 2 a 6 semanas após a cirurgia. Esta situação é normal e quase sempre temporária voltando a crescer dentro de 2 a 3 meses, cerca de 1 cm de crescimento por mês. Os resultados finais são obtidos em 8 a 12 meses. Esta técnica pode ser repetida dentro de 4-6 meses até o paciente e o cirurgião estarem satisfeitos. Os enxertos são o tratamento de escolha para graus menores de calvície temporal (“entradas”), para reconstrução da linha frontal, para aumentar a densidade e camuflar a cicatriz de redução do couro cabeludo no vertex.

É possível hoje com micro e minienxertos evitar o aspecto inestético do “cabelo de boneca” dado pelos enxertos de cabelo. A chave para um aspecto natural é fazer os enxertos tão pequenos quanto possível e usar tantos quanto possível. Este é o estado da arte na técnica de transplante capilar, usada actualmente não só como técnica complementar mas para corrigir a calvície na sua totalidade.

Retalhos

Na técnica dos retalhos, uma tira de couro cabeludo de tamanho variável é colhida, também ao nível da coroa e colocada na zona calva. Mas, esta banda conserva a sua vascularização, por intermédio de um pedículo continuando os cabelos a ser “nutridos” e a crescer. O resultado é imediato e definitivo. Esta técnica é útil na reconstrução da linha de cabelo. Raramente um doente pode estar preocupado somente com a linha de cabelo frontal, apesar da alopécia significativa do vertex.

Em doentes com excepcional flexibilidade do escalpe, os 2 retalhos podem ser feitos simultaneamente mas vulgarmente um intervalo mínimo de 6 semanas é aconselhável.

Redução couro cabeludo

A redução do escalpe consiste em retirar uma parte da zona calva segundo um desenho variável com o padrão de calvície, e em deslizar as zonas adjacentes com cabelo que são suturadas entre elas. Esta técnica tira o máximo partido da flexibilidade do couro cabeludo. A flexibilidade aumenta com a idade, no entanto, a massagem diária do escalpe, parece aumentá-la significativamente e é recomendada 3 a 6 semanas no período pré-operatório. De tal forma que apenas 10% dos doentes são rejeitados por má flexibilidade do escalpe. Geralmente desenha-se uma elipse anteroposterior cuja largura depende da avaliação da flexibilidade do escalpe. Assim dependendo da extensão da alopécia, 1 a 4 etapas de excisão podem ser necessárias. Após se ter obtido o benefício máximo por redução do escalpe, o transplante capilar com enxertos pode ser feito para aumentar a densidade do vertex, para camuflar a cicatriz ou para a reconstrução da linha anterior do cabelo.

Expansores

Os expansores obedecem a um princípio próximo do da redução do escalpe. No entanto, procede-se a uma distensão prévia das zonas com cabelo da coroa por um balão insuflado progressivamente. Uma zona calva pode assim ser removida após 2 meses de distensão. São necessárias no mínimo 2 intervenções. Embora a expansão possa reduzir a calvície mais rapidamente do que as reduções do escalpe seriadas, a maioria dos homens não opta pela técnica da expansão devido à incapacidade social da deformidade provocada pelo expansor.

A anestesia

A forma como os pacientes se sentem após a cirurgia depende da extensão e complexidade do procedimento, mas qualquer sintoma pode ser controlado com analgésicos. Estas intervenções requerem cuidados pós-operatórios simples.

O penso é retirado às 24 – 48 horas. A lavagem do couro cabeludo é feita com suavidade nessa altura. O doente desde logo retoma as suas actividades. Os pontos de sutura e / ou agrafos são retirados após 7 a 12 dias.

Porque a actividade física aumenta o fluxo sanguíneo para o couro cabeludo e pode provocar hemorragia dos transplantes ou incisões, deve evitar-se o exercício físico vigoroso e desportos de contacto no mínimo por 3 semanas. A actividade sexual deve ser evitada por cerca de 10 dias após a cirurgia.

Complicações

A cirurgia da calvície é normalmente segura quando realizada por um cirurgião plástico qualificado e experiente. No entanto, as pessoas variam muito nas suas reacções físicas e capacidades de cicatrização. Nas técnicas de transplante capilar, existe um risco de que alguns dos enxertos não “peguem”. Embora seja normal que os cabelos contidos dentro dos “tufos” caíam antes de recomeçar o crescimento na sua nova localização.

Quando a queda de cabelo progride após a cirurgia, uma “zona” não natural, em “mosaico” pode resultar especialmente se os novos cabelos estão próximos das áreas de calvície que continuam aumentar. Se isto acontecer pode ser necessária nova intervenção cirúrgica.

Os resultados

Apesar dos progressos dos tratamentos médicos actuais que permitem normalizar transitoriamente a queda de cabelo, os únicos resultados visíveis e duráveis são os obtidos pela cirurgia. Os resultados cada vez melhores que se obtêm com a cirurgia da calvície, aumentam a confiança dos doentes, explicando porque é actualmente a operação de cirurgia estética que com maior frequência se pratica no homem. Se a dois homens calvos, em iguais condições, for realizado a um uma correcção cirúrgica das rugas e ao outro enxertos de cabelo, parecerá mais jovem este último, pois a calvície associa-se fisicamente à velhice.

Perguntas frequentes

Os enxertos “pegam” sempre ?

Sim, mas existem sempre imponderáveis ligados essencialmente ao estado circulatório do couro cabeludo, que varia de uma pessoa para outra.

Que acontece aos enxertos com o passar dos anos?

Os cabelos dos enxertos persistem e renovam-se durante toda a vida da pessoa operada. Isto porque a colheita se faz a nível da região poupada pela calvice.

Onde é realizada?

A cirurgia da calvície é geralmente realizada num bloco de cirurgia de ambulatório, na Clinica Atlanta. Raramente requer internamento hospitalar.
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